Quando Paulo Freire falava de inéditos viáveis, utopias possíveis, e traduzia tudo isso através da frase simples e encantadora sobre a construção de “um mundo em que fosse menos difícil amar”, colocava
como projeto educativo esse irrisório menos. Sempre haverá dificuldades para o amor, mas as estruturas poderiam pelo menos não serem tão perversas em suas exigências nem tão arrogantes em sua prepotência. E o poder amar e o poder sofrer pelo e
para o amor poderiam ter um pouco mais de espaço na administração e organização do poder.

A ERTE, Escola Estadual Rural Taylor-Egídio, na cidade de Jaguaquara, Bahia, constitui-se como reserva de esperança sobre o legado pedagógico de Paulo Freire. Mais de quatrocentas crianças pobres da zona rural são educadas de acordo com princípios freirianos em processo de alternância: um mês vivido na escola e o outro na família, com acompanhamento pedagógico para realização de tarefas agrícolas e escolares.

Trecho do prefácio de Marcos Monteiro

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *